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Divulgação
Da Redação

Após uma megaoperação para combater a expansão territorial do Comando Vermelho (CV), no Rio de Janeiro, moradores dos complexos do Alemão e da Penha retiraram corpos de áreas de mata na divisão das duas regiões e os levaram até uma praça.
O transporte ocorreu na madrugada desta quarta-feira, 29, quando cerca de 50 pessoas localizadas pelos moradores foram levadas de kombi à praça Praça São Lucas, na Penha. O número exato ainda é incorreto.

De acordo com os últimos números, confirmados pela Terra com a Secretaria de Segurança Pública do Rio, na etapa desta terça-feira, 28, da Operação Contenção, 60 suspeitos e quatro policiais foram mortos.

Na manhã desta quarta, uma reportagem questionou se os corpos retirados por moradores estão na contagem oficial divulgada na terça ou se podem ser outras pessoas — o que faria o número de óbitos subir e ultrapassar 100. Ainda não houve retorno.

Por volta das 9h, a Defesa Civil e militares do Corpo de Bombeiros chegaram à praça para realizar a retirada dos corpos. 

A ação de ontem ainda prendeu 81 suspeitos e apreendeu 90 fuzis. A Polícia Civil esperava que cem traficantes fossem detidos.

De acordo com levantamento do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni-UFF), a operação é a mais letal da história do Rio e superou a chacina policial no Jacarezinho (Zona Norte) em maio de 2021, quando 28 pessoas foram mortas em conflito com as forças do Estado – contando o óbito de um policial.

"Entre janeiro de 2007 e outubro de 2025, ocorreram 707 chacinas policiais na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, em que foram mortos 2.905 civis e 31 policiais. Esses dados nos permitem constatar que as chacinas policiais são a regra e não a exceção no Estado do Rio de Janeiro", afirma o grupo de estudo em nota.

Os pesquisadores apontam, ainda, que as três operações policiais na cidade do Rio com mais óbitos registrados desde 1990 aconteceram durante o governo de Cláudio Castro (PL), reeleito governador na eleição passada, em 2022.

De acordo com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), quarta-feira na capital fluminense começou com todas as vias desobstruídas e com operações de transporte funcionando normalmente. Nas primeiras horas da manhã, Paes anunciou também que a cidade retornou ao Estágio 1 — a primeira numa escala de cinco, que aponta não haver ocorrências de grande impacto na rotina dos cidadãos

Por favor, a Secretaria Municipal de Educação informou que 29 escolas municipais de segurança foram fechadas no Complexo do Alemão. Na Penha, 17 foram impactadas. Uma outra unidade de ensino estadual na região precisou ser fechada, informou a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro.

Além disso, seis unidades de Atenção Primária que atendem a região da Penha e do Complexo do Alemão suspenderam o início do funcionamento. 

O transporte na região também foi impactado. De acordo com a Rio Ônibus, mais de 100 linhas forneceram os itinerários alterados.

Cerca de 2.500 agentes se concentraram em duas complexas, que abrigam, juntos, 26 comunidades. Participaram da operação policiais militares do Comando de Operações Especiais e das unidades operacionais da PM da capital e região metropolitana.

A Polícia Civil mobilizou agentes de todas as delegacias especializadas, distritais, da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), do Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro e da Subsecretaria de Inteligência. A ação também conta com promotores do Ministério Público Estadual.

A ação conta com drones, helicópteros, 32 blindados terrestres e 12 veículos de demolição do Núcleo de Apoio às Operações Especiais da PM, além de ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate.

 

 

 

Fonte: Portal Terra


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