Da Redação
As autoridades quenianas elevaram para 103 o número
de mortos devido a um jejum promovido por uma seita cristã no sul do país, após
terem localizado mais cinco corpos em valas comuns.
De acordo com as autoridades locais, a seita cristã está localizada na aldeia de Shakahola, no condado de Kilifi, e é liderada por Paul Mackenzie, que foi detido juntamente com outras 13 pessoas.
A Sociedade da Cruz Vermelha do Quênia já começou a trabalhar para tentar localizar cerca de 210 pessoas, incluindo 110 crianças, que foram dadas como desaparecidas no âmbito das investigações sobre a seita.
Os principais líderes da seita exortam os seus seguidores a
jejuarem até à morte, com a promessa de que se encontrarão com Jesus numa
nova vida. O Presidente do Quénia, William Ruto, chegou mesmo a acusar o líder
da seita de ser um “terrível criminoso”.
Parte dos corpos estava
em uma vala comum em uma floresta na região, onde o grupo costuma se reunir
para realizar cultos. Mas o chefe das investigações local, Charles Kamau,
afirmou que a polícia ainda busca por desaparecidos - alguns fiéis estão
escondidos, ainda de acordo com as investigações, para que possam seguir
jejuando.