Da Redação
O candidato à presidência do Equador, Fernando Villavicencio, foi assassinado na tarde desta quarta-feira, 09, com três tiros na cabeça após deixar um comício no auditório de uma escola no norte da capital Quito.
O presidente do Equador, Guillermo Lasso, confirmou o assassinato do candidato em publicação no Twitter e prometeu que o crime não ficará impune.
“Indignado e consternado pelo assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio. Minha solidariedade e condolências à sua esposa e suas filhas. Por sua memória e sua luta, asseguro-lhes que este crime não ficará impune”, afirmou o presidente do Equador.
Ele também afirmou que mobilizará as autoridades do Conselho Nacional Eleitoral e da Corte Nacional de Justiça, entre outras, para tratar do assunto. “O crime organizado já foi muito longe, mas sobre ele cairá todo o peso da lei”, acrescentou Lasso.
Villavicencio, que aparecia em quinto lugar nas pesquisas entre os candidatos à sucessão de Guillermo Lasso, apresentou-se aos eleitores como um combatente à corrupção sob o slogan "É hora dos corajosos".
Uma de suas principais propostas de governo era a implementação do Plano Nacional Antiterrorismo, que começaria com a identificação das estruturas mais perigosas que operam no Equador: tráfico de drogas, mineração ilegal, corrupção e suborno, ligadas entre si e à política, a fim de combatê-las.
O atentado acontece 11 dias antes das eleições presidenciais em um país sufocado por uma crise sem precedentes. Durante a campanha, o prefeito de Manta — cidade com um porto importante para o tráfico de drogas — e um candidato à deputado foram assassinados