
Da Redação
Os médicos da Universidade de Maryland, nos EUA, fizeram novamente um transplante de coração de porco geneticamente modificado em humano. Este é o segundo paciente no mundo a passar pela técnica inovadora de xenotransplante (enxerto entre espécies diferentes).
De acordo com a universidade, o paciente já respira sozinho e o coração está funcionando bem, sem assistência de dispositivos de suporte. Ele é tratado com uma nova terapia de anticorpos, juntamente com medicamentos antirrejeição convencionais, que são projetados para impedir que o sistema imunológico do paciente ataque o órgão.
David Bennett, de 57 anos, primeiro paciente a receber um coração de porco, sobreviveu cerca de de dois meses, fato que foi muito comemorado pela comunidade científica mundial. Para se ter uma ideia, o primeiro humano a passar por um transplante de coração convencional (entre humanos), em 1967, viveu apenas mais 18 dias - hoje, após aprimoramento, a técnica salva milhares de vidas, inclusive a do apresentador brasileiro Faustão.
O novo paciente, Lawrence Faucette, de 58 anos, com uma doença cardíaca em estágio terminal, foi considerado inelegível para um transplante tradicional. Por isso, a Food and Drug Administration (FDA), órgão americano semelhante à Anvisa, concedeu aprovação emergencial para a cirurgia.
"Minha única esperança real é o coração de porco. Pelo menos agora tenho esperança e uma chance", disse Faucette, veterano da Marinha e pai de dois filhos. "Minha família tem sido incrível, então vou lutar com unhas e dentes para ficar com eles por mais tempo."
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