Da Redação
O Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) retomou nesta terça-feira (17) o julgamento de três ações nas quais o
ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado de abuso de poder político durante a
campanha eleitoral de 2022.
A análise do caso começou na
semana passada, mas foi interrompida após a manifestação da defesa de Bolsonaro
e do Ministério Público Eleitoral (MPE), que defendeu o arquivamento das ações
contra o ex-presidente.
Em caso de condenação, Bolsonaro
pode ficar inelegível por oito anos pela segunda vez. Contudo, o prazo de oito
anos continua valendo em função da primeira condenação e não será contado duas
vezes.
Em junho, Bolsonaro foi condenado pela corte eleitoral à inelegibilidade por oito anos por
abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Bolsonaro
protagonizou uma reunião com embaixadores, em julho do ano passado, no Palácio
da Alvorada, onde atacou o sistema eletrônico de votação. O general Braga Netto
foi absolvido no julgamento por não ter participado do encontro, mas também é
alvo do novo julgamento.
Defesa
No primeiro dia de julgamento, o
advogado Tarcísio Vieira de Carvalho, representante de Bolsonaro, questionou a
legalidade do julgamento conjunto das três ações e afirmou que a medida
prejudica a defesa.
Sobre a realização das lives, o
advogado afirmou que não foi usada a estrutura estatal. Segundo o defensor, as
transmissões foram feitas por meio das redes privadas de Bolsonaro.
“Essa reunião ocorreu na parte
externa do palácio. Nas imagens, não aparece nenhum símbolo da República, não
há simbolismo nenhum. Não aparece bandeira, brasão. Não houve ganhos
eleitorais”, afirmou.