Da Redação
Na última semana, o guia turístico Leilson Barros de
Souza, de 36 anos, morreu após ser atingido por um raio na Pedra da Gávea, no
Rio de Janeiro. Segundo a turista Karlla Araujo, em uma publicação em uma
rede social, o raio caiu no momento em que ele estava sentado em contato direto
com a pedra. "A descarga foi muito forte", disse ela. Leilson morreu
instantaneamente.
Antes da queda do raio, no entanto, outros turistas
relataram em reportagem do Fantástico, da TV Globo, exibida no domingo, 26,
terem sentido alguns sinais estranhos, como o cabelo arrepiado e o dedo
coçando.
"Dois colegas lá falaram que o cabelo dele estava
arrepiado. Eu também senti meu dedo coçando bastante e, quando a gente se
aproximou do topo, ouvimos um barulho de energia", contou o empresário
Paulo Eduardo Santos.
Mas por que isso acontece? Conforme o especialista Osmar
Pinto Júnior, coordenador do grupo de eletricidade atmosférica do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), pouco antes de um raio cair num lugar,
é criado um campo elétrico muito intenso na região. "E esse campo
elétrico faz a pele formigar, faz os cabelos ficarem arrepiados. Quando
acontece isso, a pessoa está na iminência de ser atingida por um raio",
explicou à emissora.
"Se você vai fazer alpinismo, se vai para a beira da
praia, se vai jogar futebol num campo de várzea, se vai em um passeio na zona
rural, olha a previsão meteorológica antes", reforçou o especialista.