Da Redação
Praticar
exercícios sempre no mesmo horário pode ajudar a sincronizar o relógio
biológico com o relógio cerebral para melhorar a saúde esquelética, o desempenho
atlético e evitar lesões. Isso é o que aponta um estudo da Universidade de
Manchester, no Reino Unido.
Os
pesquisadores explicaram que há uma alta probabilidade de que a cartilagem
humana e os discos intervertebrais, com propriedades fisiológicas semelhantes
nos ratos pesquisados, respondam de maneira muito parecida.
“Não apenas
identificamos que o desalinhamento entre os relógios da cartilagem dos discos
intervertebrais e o nosso relógio central no cérebro pode ocorrer através do
exercício em um momento inadequado, mas também descobrimos o mecanismo pelo
qual isso acontece é que os relógios esqueléticos podem sincronizar com os
padrões diários da atividade física”, disse Qing-Jung Meng, autor sênior da
pesquisa e professor da Universidade de Manchester.
Para chegar
a essas conclusões, foram usadas técnicas genéticas para monitorar os relógios
corporais das cartilagens (juntas), discos intervertebrais (espinha dorsal) e
cérebros de camundongos transgênicos enquanto se exercitavam em esteiras.
Amostras de tecidos cartilaginosos também foram coletadas e estudadas, buscando
informações sobre suas respostas osmóticas.
A ciência
sabe que as juntas e a espinha estão intimamente ligadas aos exercícios, e que
a água é pressionada para fora delas ao longo do dia, fazendo com que fiquemos
ligeiramente mais baixos rotineiramente. Isso, em partes, reinicia o relógio
biológico todos os dias.