Da Redação
Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do
Senado, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, indicado para
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou não ser inimigo do
ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Não sou inimigo pessoal de rigorosamente ninguém. Eu almocei
com Bolsonaro. Foi normal. Tive várias audiências com ele. Qualquer adversário
que chegar lá [em processo no STF] terá evidentemente o tratamento que a lei
prevê", disse.
Outro questionamento da sabatina foi em relação à atuação no dia 8 de janeiro, quando apoiadores do ex-presidente Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos poderes da República, em Brasília, pedindo um golpe militar no Brasil.
O ministro Flávio Dino rebateu as críticas dos senadores da
oposição, em especial as acusações de omissão ou inação no dia 8 de janeiro.
“Eu não recebi mensagem da Abin, eu já demonstrei isso
reiteradamente. Naquela ocasião, estavam pessoas da equipe anterior, porque, em
3, 4 dias de governo, só estavam nomeados no ministério eu, o
secretário-executivo e mais a chefe de gabinete. Três pessoas. Todos os outros
estavam na tramitação burocrática e, portanto, não eram pessoas por mim
indicadas. E eu não recebi tais mensagens”, rebateu.
O ministro da Justiça acrescentou que um mandado de segurança
contra ele foi apresentado por parlamentares no Superior Tribunal de Justiça
(STJ), mas a liminar foi negada. “Além dos fatos que já elenquei, nós temos a
confirmação judicial, com a negativa da liminar, de que eu não cometi nenhuma
ilegalidade. Aqui tenho a decisão”, destacou.