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Da Redação

O Tribunal de Justiça de Goiás manteve a prisão temporária de Amanda Partata Mortoza, advogada presa sob suspeita de ter envenenado e matado o ex-sogro Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e a mãe dele, Luzia Tereza Alves, de 86. O pedido de liberdade havia sido feito pela defesa dela. 

A prisão de Amanda foi decretada em 20 de dezembro. Os advogados que a representam alegaram, no pedido de Habeas Corpus, que a decisão judicial não tem fundamentação específica, não explicando os motivos que indicariam algum risco à integridade dos familiares das vítimas e das testemunhas. Argumentaram também que a prisão seria ilegal por violar princípios constitucionais.

No entanto, o desembargador Silvânio Divino de Alvarenga argumentou que para liberar alguém da prisão temporária usando um Habeas Corpus, é necessário ter certos requisitos, como o risco de demora e a existência de algo ilegal.

O magistrado diz também que há evidências de que Amanda cometeu o crime. Além disso, ele reforça que a decisão de mantê-la presa está bem justificada com base nas informações da investigação. A materialidade do crime também é citada, com referência às imagens que indicam a presença da investigada no estabelecimento comercial onde adquiriu os alimentos supostamente envenenados.

O desembargador ainda apontou haver necessidade da prisão cautelar para o êxito nas investigações e para resguardar a integridade física e psíquica dos familiares das vítimas e testemunhas. Outro ponto abordado na decisão é sobre a investigada ter ameaçado e perseguido seu ex-companheiro e sua família, além de um episódio anterior em que Amanda, atuando como psicóloga estagiária, teria induzido crianças e adolescentes a comportamentos inadequados.


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