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Da Redação

O padre Marlon Múcio sofre de uma doença raríssima: a deficiência do transportador de riboflavina. No Brasil, existem apenas 15 diagnósticos como o dele. E no mundo, 350.

"A minha doença é neurodegenerativa", disse ele, em entrevista a Drauzio Varella. "É incurável aos olhos da ciência, é progressiva, é genética congênita e é potencialmente fatal."

Marlon nasceu com feridas por todo o corpo. Aos 7 anos, perdeu a audição. Vivia cansado e começou a ter dificuldade até para mastigar. Mas demorou muito para ele e a família descobrirem que tudo isso eram sintomas da doença.

Diagnóstico correto

"Eu passei por quase cem médicos, das mais diversas especialidades. Eu recebi 6 diagnósticos errôneos e era tratado para o que eu não tinha."

Foi só aos 45 anos, quando já tinha se tornado padre, que ele descobriu qual era sua doença.

"Aconteceu comigo aquela 'peregrinação' ['odisseia diagnóstica é o termo'] que a gente fala. Ou 'via sacra' das pessoas que têm doença rara. Nós vamos a muitos especialistas, vários da mesma especialidade médica e muitos exames", disse Marlon. "E gastamos muito dinheiro até descobrir o que temos."

Hospital especializado

"Eu queria ter saúde e me tratar para conduzir o meu trabalho de padre e nas obras sociais que Deus me confiou."

Mesmo com muita dificuldade de locomoção e respiração, o padre ajudou a fundar na cidade de Taubaté (SP) um hospital para cuidar de pessoas que sofrem de alguma doença rara. É o primeiro do hospital do Brasil especializado em tratar integralmente esse tipo de caso. O atendimento é 100% gratuito.

Com informações O Globo

 


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