Da Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou da
burocracia estatal que, segundo ele, atrapalha a implantação de programas de
governo. Lula também voltou a dizer, nesta terça-feira, 5, que ao final de seu
mandato não haverá mais pessoas passando fome no Brasil. Essa foi uma de suas
promessas de campanha na eleição de 2022. Além disso, o petista reclamou da
burocracia da máquina pública.
Lula deu as declarações na reunião do Conselho Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), no Palácio do Planalto. Na cerimônia,
ele assinou decretos para regulamentar o programa Cozinhas Solidárias e para
mudar a lista de produtos da cesta básica - segundo o governo, para incluir
produtos mais saudáveis.
"Nosso programa só não dará certo se a gente virar
burocrata, se a gente virar preguiçoso e a gente não trabalhar", disse o
presidente da República. "Burocracia atrapalha e enche o saco, tem muita
gente para colocar obstáculo do que gente para facilitar", declarou ele.
Lula disse que a Presidência da República impedirá que
procedimentos burocráticos atrapalhem o combate à fome. Segundo o petista, o
primeiro ano do mandato foi para "arrumar a casa", e agora "a
casa está arrumada".
"Essa é a primeira reunião em que a gente está
assumindo publicamente o compromisso que, quando terminar meu mandato, a gente
não vai ter mais ninguém passando fome por falta de comida nesse País",
disse. O petista também disse que de vez em quando aparece gente
"malandra" e ocupa, nos programas de assistência do governo, o lugar
de gente que realmente precisa.