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Da Redação

César Diego Justino foi deportado dos Estados Unidos após passar quatro meses detido no país e chegou a beijar o chão ao se emocionar com o desembarque no Brasil — assista acima. O corretor de imóveis, que viajou para os EUA em busca de melhores condições de vida para a família, afirmou que a entrada ilegal no país é perigosa e alertou para que outras pessoas não se arrisquem.

"Se tiver de ir, vá pela porta da frente. Consiga um visto. E vamos andar certo. Não vamos passar pelo México, é muito perigoso", disse.

“Um mês só para deportar. Passa fome, passa frio. Pensa, se a gente está sozinho em um país distante. Sozinho. É muito triste. Muito triste mesmo", completou.

Natural de Goiás, César viajou aos Estados Unidos em outubro, atravessando a fronteira pelo México junto com um primo. "A gente não tem dignidade nenhuma passando pelo México. Os outros tratam a gente que nem lixo", desabafou.

O corretor de imóveis se entregou às autoridades estadunidenses e iniciou um processo para regularizar a permanência no país, mas teve dificuldades devido ao endurecimento das regras para pedidos de asilo.

"Em Juárez, eu me entreguei, passei o muro e, então, começou aquele pesadelo. Nossa, muito triste, a gente viver uma situação daquela. Eu fiquei quatro meses e cinco dias detido. Me deram uma fiança de US$ 5 mil para eu poder ficar, mas eu não consegui pagar no prazo. Como não paguei, o juiz decidiu me deportar", contou.

O corretor de imóveis disse que o objetivo de sua ida era proporcionar uma vida melhor para os filhos, de 2 e 10 anos, e para a esposa, que ficaram em em Jaraguá, no centro de Goiás. Agora de volta, ele pretende retomar a carreira como corretor de imóveis.


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