
Da Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou um pedido feito pelo governo da Alemanha para que o Brasil fornecesse munição de tanques de guerra que seria repassada por Berlim à Ucrânia em guerra com a Rússia.
A decisão se deu no dia 20, durante a reunião de Lula com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e os chefes das Forças Armadas, às vésperas da demissão do então comandante do Exército, Júlio Cesar de Arruda.
O general havia levado a proposta alemã para a discussão, mostrando que o esforço do governo do primeiro-ministro Olaf Scholz para montar um pacote de ajuda na área de blindados pesados para Kiev é mais amplo do que vem sendo divulgado.
Segundo militares e políticos com conhecimento do episódio, Arruda afirmou que o Brasil embolsaria cerca de R$ 25 milhões por um lote de munição estocada para seus tanques Leopard-1, o modelo que antecedeu o tanque desejado pelo governo de Volodimir Zelenski. Ele levantou a hipótese de exigir de Berlim que não enviasse o produto para Kiev, o que não faria sentido.
Lula disse não, argumentando que não valia a pena provocar os russos. O Brasil, apesar de ter condenado a invasão de 24 de fevereiro de 2022 na ONU, mantém uma posição de neutralidade por motivos econômicos, recusando participar de sanções contra a Rússia de Vladimir Putin.
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