Da Redação
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (19) absolver o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de irregularidade eleitoral em duas ações de investigação judicial eleitoral (Aijes) relativas à campanha do ano passado.
As ações
haviam sido abertas pela candidatura adversária do ex-presidente Jair
Bolsonaro, que tentava a reeleição. Nelas, os advogados alegavam a ocorrência
de abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação.
Em ambos os
casos, o vice-procurador-geral Eleitoral, Paulo Gonet, opinou pela
improcedência das ações, por não ver irregularidades ou gravidade nas condutas
questionadas.
A primeira
ação, rejeitada por 6 a 1, tratava do impulsionamento supostamente ilícito de
propaganda eleitoral nos resultados de busca do Google. A campanha de Bolsonaro
acusou a de Lula de tentar “encobrir e dissimular a verdade dos fatos”.
Na segunda
ação, rejeitada por unanimidade, a campanha de Bolsonaro acusou Lula de ter
praticado conduta vedada e grave, afetando a lisura do pleito, por ter feito
pronunciamento de três minutos após votar no dia do primeiro turno, em 2 de
outubro do ano passado.
“Sabemos
todos que aqui não se trata de propaganda eleitoral, mas de liberdade de a
imprensa cobrir as eleições para os eleitores”, disse o ministro Alexandre de
Moraes, presidente do TSE.