Da Redação
A Organização Meteorológica Mundial confirma que 2023 foi o ano mais quente já registrado, com uma média global muito acima dos níveis pré-industriais. Em um informe publicado nesta sexta-feira, 12, pela agência da ONU e que reúne dados de todos os serviços de meteorologia do mundo, a constatação é que o planeta se aproxima cada vez mais dos limites estabelecidos no Acordo de Paris.
De acordo com a entidade, o fenômeno do El Niño ampliou o impacto das mudanças climáticas para gerar temperaturas elevadas na segunda metade de 2023. A agência, porém, faz um alerta: “Espera-se que 2024 seja possivelmente ainda mais quente”.
O secretário-geral da ONU, António Guterres" disse que "as ações da humanidade estão queimando a terra”.
“2023 foi uma mera prévia do futuro catastrófico que nos aguarda se não agirmos agora. Devemos responder aos aumentos recordes de temperatura com ações revolucionárias”, afirmou.
“Ainda podemos evitar o pior da catástrofe climática. Mas somente se agirmos agora com a ambição necessária para limitar o aumento da temperatura global a 1,5 grau Celsius e garantir a justiça climática”, completou.